domingo, fevereiro 03, 2013

Toques e contrações diante ao império maia

Chegando ao cair da noite, em um quarto coberto de espelhos, me deparo com o movimento. Tudo toma-se formas incompreensíveis a percepção de um mero humano. O rosto se aproxima, mas nada é como já foi visto, nada é semelhante ao que já foi tocado. O barulho da mais simples ave passando, tornasse algo amedrontador, que me faz me ver por um breve segundo, nula.
Os mortos por fim me encontram, me fazendo alucinar, estaria diante da mais nobre civilização. Caravelas, peixes já em decomposição, mapa de tesouros, tudo de uma maneira tão perfeita, de uma maneira tão única que me deixou pasma nunca ter a admirado. Uma viagem ao tempo, uma viagem para dentro da matriz.
O olhar amedrontado de uma criança diante da mais vasta experiência. Descobertas, medos. Como se tudo estivesse prestes a explodir. Uma bomba relógio forma então em meu peito.
Em meio todo ao desespero e tortura que traçava meu olhar, você então aparece; me tranquiliza e me leva a agua. Agua estranha, agua que eu nunca vi, agua que tinha a textura densa, é estranho até de pensar. E então em meio a inconsciência, tomando por fim o liquido preciso e cheio de graça, me deparo com teu abraço, teu calor, teu sentimento.  O movimento tornasse cada vez mais intenso, como se houvesse fogos em mim a serem explodidos. Cores, explosão, o orgasmo nunca foi tão forte. O toque se perde, não consigo nem abrir os olhos. O prazer me toma conta, sensação estranha, mas é perfeito. Toques e contrações diante ao império maia. O menino já em forma de fantasma, me sussurra palavras do além.
Sigo então meu caminho por meio do rio Nilo, perdido entre as mais belas dunas.... Olho para o lado e o vejo perdido junto a mim em toda a loucura. E presenciando toda aquela loucura me fez ter a total certeza... Que é apenas ali que eu quero e vou sempre estar, não importa o mundo, não importa a dimensão, não importa o sentido... É você quem eu vou amar.
Geórgia Carone