terça-feira, dezembro 27, 2011

O meu vazio


Quando tudo se perde ao tempo, e não há mais razoes. O sentimento para, a respiração diminuiu e você finalmente consegue olhar ao espelho e ver o vazio.
Sinta como alguém perdido entre a razão e as vontades, sinta um pouco culpado. Decepções, amores, felicidades, tudo vagando em direção a poção da destruição.
Espero que um dia finalmente eu consiga enxergar e levantar perante toda essa terra. Me torno agora então insensível para sentir seu coração batendo, seu olhar encantador, que me faz delirar. A sensação do nulo, a sensação do perdido. Eu rezo para que tudo possa mudar, e quem sabe eu possa voltar para casa.
Quero sentir vontade novamente, quero poder sorrir novamente. A passagem do preto frente aos meus olhos, a fumaça que me consome e me leva para longe, aos poucos, me faz esquecer. A decepção dos sentidos, dos momentos de tudo que não posso mais ser.
Engraçado pensar como um vazio, como um nada pode ser tão grande, pode consumir alguem por inteiro de um segundo para o outro. Fico a pensar em seu sentimento, se mereço mesmo. Fico a pensar na sua amizade, daquele abraço.... Não consigo mais senti-lo.
Um dia me disseram que não seria nada, que seria o vazio. Me sinto vazia agora, uma rosa negra despedaçando a cada segundo que passa.
Queria mesmo é ter mais um cigarro, acho que seria a única coisa que poderia completar um pedaço em mim. Queria apenas mais uma presença, mais um sentido, mais uma razão talvez.
Penso em como poderia ser, como realmente deveria ser. Se não fosse todo o orgulho, o egoismo, a paixão, fico a imaginar como seria melhor se eu não fosse eu. Pode não fazer muito sentido, mas são estes momentos que você se destrói, corroí e quer fugir de tudo e todos, opiniões, pessoas, de tudo que já te tocou de alguma forma. 
Apesar de já ter vivido coisas maravilhosas, de ter sentidos coisas maravilhosas, de já ter feito coisas maravilhosas, já não me sinto mais maravilhosa, como se tivessem me roubado em algum momento e não tivesse me dado conta. 
Sinto a morte presente a cada pulsação. Não vejo mais beleza nos risos, caricias, como se houvesse uma marcha fúnebre constante dentro de mim. Aquela sensação de quem você gosta muito se foi, e só lhe resta os choros. A sensação de não ser mais nada, a sensação de ser insignificante a tudo.  É a sensação do vazio que me arrasta e que me consome a cada respiração.


Geórgia Carone

segunda-feira, dezembro 19, 2011

Sensação nula


A vida passa entristecida frente aos meus olhos. O tempo parou, é como se não houve-se mais porquês, vontades, risos, conversas, tudo se tornou muito vago.
Você por fim, me olha e me diz que irá ser diferente e não tenho mais o que me preocupar, pois tudo é passado, irrelevante e que nunca mais acontecerá. Poderia bem eu, deixar tudo seguir teu rumo, teu fluxo. Poderia dizer que estou bem, poderia... Mas no fundo o que mais me corroí é saber que não era pra ter sido assim. Saber que existe sim o amor! Mas ao mesmo tempo fico a pensar, existindo tanto amor, tanto sentimento, tanta ternura, compreensão, a ferida só aumentou e o sangramento não estacou, como seria então sem todo este? Fico a me imaginar em meio toda aquela constante guerra entre vontades e ideias, e por isso vou embora. Quem sabe esta ferida tão devasta que aparece sobre mim, poderá se cicatrizar? Sinto como se houvesse uma agulha me alfinetando a todo momento. Meu corpo se encontra dividido, entre o sentimento e a razão, a duvida e a certeza.
Engraçado dizer, afinal quem diria que poderia me encontrar nesta situação, quem poderia dizer? Minha cabeça já dói tentando entender tudo o que se passa, os gestos, as desculpas, o desejo, a ironia, o medo... Ah o medo, este sim acaba comigo e me destruiu por inteira. Este é o causador de tudo que não poderia acontecer. Coração que antes batia facilmente, agora me aperta, me faz sentir uma dor incompreensível e irracional, como se quisesse sair pela minha boca em meio os soluços do choro. Talvez ele ainda volte ao normal.
É sombrio pensar que depois de tudo e tanto tempo, aconteça coisas tão banais, mas com um significado tão intenso, que possa levar toda a esperança, todo os sentidos. É como se o mundo tivesse acabado, e você fosse o ultimo sobrevivente em meio aquela imensidão. Ali você pode tudo, mas ao mesmo tempo, já não pode nada. A sensação nula de liberdade. E ali, em meio aos destroços, me acalmo em meio a escuridão. Talvez eu encontre a paz em meio as sombras, quem sabe não possa ser quem canta aquela doce e suave melodia da meia-noite. Quem sabe possa existir lá fora, lá longe, algo que me faça entender novamente. Quem sabe um dia a ferida se cicatrizará e eu possa novamente entender os porquês, as vontades, as conversas e por fim, os risos.

Geórgia Carone

segunda-feira, dezembro 12, 2011

Olhar amendroador


O olhar fechado e pesado, se tornaram constantes, tirando de mim toda a paz. É como se fosse um outro alguém, é como se não fosse mais você. Fico a me perguntar se este é de fato você, ou você seria quem eu realmente conheci. Duvidas começam a se formar em minha cabeça. Suas atitudes de hoje não fazem mais jus as suas palavras de ontem.
Tive tantas decepções, mas ao mesmo tempo, tantas alegrias, que não sei lhe dizer mais quais são as minhas lembranças. Sensação involuntária adepta ao sentimento. Você diz: ''meu amor'', mas não vejo isso mais. Não consigo ver mais nada embaixo desta sua fascinação.
O seu olhar que antes me acalmava, agora me amedronta, me deixa totalmente insegura, como se eu fosse uma criança com medo dos pais.
Talvez eu espere, sinta, deseje, surpreenda, veja e queira de mais. Talvez.. Eu busque a perfeição, assim como você, e você não enxergue isto. As vezes queria ser mais como Sêneca nesse requisito especificamente, não esperar, apenas viver, quem sabe assim não me desapontaria por sonhar...
O seu olhar mudou, o seu toque mudou, e eu não sei mais o que pensar, o que achar. Sinto um vazio se alastrando, corroendo tudo, sem deixar nada. Mais o que realmente me intriga, e que não entendem é que eu só quero carinho e um pouco de atenção, por mais que seja inconsequente, nunca existirá nada. Nada além de você, do seu carinho, nada além do seu amor, nada além de nós.

quarta-feira, dezembro 07, 2011

Amor e ódio... ou seria ódio e amor?

As vezes inconsequente me deparo com você em meus pensamentos, tendo em mente coisas inocentes até as mais maliciosas. Fico a me lembrar do seu olhar, da sua mão suave deslizando sobre mim. 
Safadezas ao pé do ouvido me fazendo sentir impura, insana talvez, fazendo com que a tentação presente em mim tome conta de cada pedaço do meu corpo nu.
As vezes lembro de nós deitados, confrontando o olhar, com as mais belas caricias, prometendo um ao outro o amor eterno.  Mas também lembro de quando o mundo se quebrou e você bateu em meu rosto, fazendo que uma cicatriz permanece-se. E cada hora que você dizia ''vadia'' meu mundo se acabava por inteiro.
No amanhecer você vinha com teus beijos e esse toque enlouquecedor que me fazia entrar novamente nesse amargura, esse joguinho de amor e ódio.

Um dia acordei e não o vi em meu lado, você já tinha partido. Mesmo tenho o levado, estado presente em todo o trajeto, não consegui acreditar que realmente teria acontecido. Alguns dias se passaram, algumas semanas...

De um lado uma pessoa que leva o amor a flor da pele e quer o/a outro(a) totalmente submisso a sua pessoa, mesmo criticando sobre este mesmo ocorrido com teus pais. Já do outro o ser apaixonado disposto a largar tudo para estar com a pessoa amada, mas que nunca abriria mão da sua liberdade. 
O amor ideal, o sentimento ideal, a tipica alma gemea. Tudo seria tão perfeito vendo assim, o amor, a loucura, a tentação. Mas lhe digo o quanto corrói amar a sua alma gemea.  A pessoa que é perfeita, em todos os sentidos, e que ao mesmo tempo te fere de todas as formas.
O amor e o ódio em um só, lado a lado. Por vezes eu tento até entender essa constante caminhada. Mas não posso deixar de me perguntar: ''Afinal, você ama? Ou me odeia?''. Faça sua escolha, pois há muita coisa ainda para ser dita.


Geórgia Carone

sexta-feira, outubro 28, 2011

Carta ao ''Anónimo''

Ah como eu tenho pena destas pessoas, principalmente daquelas que dizem amar, mas caem na sua própria amargura. Diz que o sentimento da amada não é verdadeiro, mas mal sabe que é o próprio que não tem alma, que não sabe nem ao menos respirar.
Alma amaldiçoada, de um ser destroçado em que um dia já teve meu amor. Ser que se diz superior para julgar o outro. Não sabe olhar seus defeitos, e que não são poucos, só sabe dizer o quanto o outro é impuro, irreal.

Maldição que foi jogada, mas que entrou em sua própria vida, que estragou a oportunidade e seu sonho de ter um amor absoluto. Ser que se corroí por dentro por amar uma princesa infernal, como ele mesmo diz. Ser que não sabe o valor real de uma mulher, de uma relação, de um mundo.
A vida não é musica, não é a neve, não é o trabalho, é o amor...
Quem sabe um dia você consiga abrir teus olhos e ver que a sua vida não é mais nada, e nunca mais será.


Geórgia Carone

quarta-feira, outubro 26, 2011

O vazio, a muldidão

As vezes me perco no caminho em meio a escuridão, andando sem rumo, sem saber aonde irei parar...  Sensação de não ser, não sentir, não ver. Ser apenas alguém, sem importância ou motivo, não ter alma. Sensação de corpo cru, nu, com passos vagos, olhares parados, sem brilho, ternura ou amor.
Sentimento quebrado, vazio, impuro, sujo por vez. Olho nos teus olhos e não me vejo mais. Uma princesa do mundo sujo, a beleza destruída,sensação involuntável, nula, irreal.
Sentimento puro e não correspondido? Antes fosse... Não restou nada a não ser os destroços das ruínas, o lixo.
As pessoas ainda insistentes passando ao meu redor, nem se dão mais questão de se desviar, passam tombando como se nem existisse alguém por ali... Uma alma perdida, em meio disso tudo, sem sentimento, sem amor, sem compreensão, definição.

Um alguém, que no amanhã poderá ser você.

Geórgia Carone

terça-feira, outubro 18, 2011

Errado ou o certo?

Esse teu jeito carinhoso, amigo, companheiro é a melhor coisa que pode me aparecer em toda minha vida. Você e tudo que eu queria, mas já me afogo em tuas loucuras. Me sinto pressionada com você por perto, meu coração dispara, perco a noção do tempo, não consigo prestar mais atenção, não vejo mais nada além de ti. É algo inesplicavél, é como se houvesse bombas sob meu corpo prestes a explodir.
Você é o amor e o ódio em um único ser. Tudo que eu mais amo e detesto se encontra em você. Em seu jeito, em tuas palavras...

Toques, olhares, caricias, beijos tudo esta certo, mas... Isso acaba ai... Logo surgem palavras, jeitos errados, e tudo novamente muda.  Estranho ser... Como posso ama-lo e odiá-lo ao mesmo tempo?
No segundo que me beija meu corpo estremece, mas quando isso acaba, sinto que tenho que esganado, que está tudo errado. Correndo em direção ao abismo, quando lhe vejo, a sensação de estar constantemente em uma montanha russa, daquelas bem grandes, aonde seu coração bate forte, da frio no estômago, mas que ao mesmo tempo você não quer ir embora.
Prepotente, alucionogeno, imaturo por fim. Eu te amo, mas tenho que ir embora, pois isso não pode ser o certo.



Geórgia Carone

sexta-feira, setembro 02, 2011

Minha bela mulher


O minha bela mulher. Cabelos negros, colo saliente e quente que me tira noites de sono. Mulher das mais belas curvas, dos mais belos toques, dos mais dóceis beijos...  Mulher que me fascina....
E eu por fim sinto a fúria me consumindo, me tocando, de uma maneira uniforme.
Arrepio com o seu olhar, sua fascinação, desejo, loucura, calunia, suspiros saem sem mesmo que eu perceba, é algo incomprendido, absurdo,  louco, completo de ternura, que põe fogo em todo que vê.

 A magica de nossos corpos se envolvendo intensamente, teus beijos em meu pescoço, teus suspiros em meu ouvido dizendo promiscuidades, me levando para outro mundo aonde eu não consigo pensar, ver, sentir, mais nada além de teu corpo.

O mulher, como eu lhe almejo, como lhe sinto, como lhe amo! Doce mulher, encantadora, das mais insaciáveis tentações, venha comigo para o infinito, seja, sinta, tudo aquilo que deseja. Pois tu és uma deusa!



Geórgia Carone

domingo, agosto 21, 2011

Barco sem porto


“Barco sem porto, sem rumo, sem vela, cavalo sem sela
Bicho solto, um cão sem dono, um menino, um bandido
Às vezes me preservo, noutras, suicido!”
- Zeca Baleiro

É assim que me sinto depois que você se foi, viver a sua vida, da maneira como quis. E esse é o preço que eu paguei por simplesmente te deixar ir embora. Tentei diversas vezes fugir de você, apagar você de minha memória. Não dá. Você simplesmente não se vai. E como pena pelo crime que cometi, por amar e acreditar na felicidade de nós dois, eu passei a vagar sem porto, sem rumo, sem vela, sem sela e sem freio nem arreio. Por vezes, eu morri em mim mesmo. Por outras, me guardei para morrer depois. Mas isso me fez vem.
Acreditei em você, e paguei a minha pena. Hoje sou um “bicho solto”. Voltei a ter meu espírito de menino, sem medo de ser taxado de bandido. Não fujo mais da sua memória. Eu as invoco só pro meu único e egoísta prazer. Sonho nossos sonhos de novo, realizando-os com outra, como você não quis. Falo o que você não quis escutar. Dou os beijos que não quis ganhar. Deleito-me em camas que não são as nossas. Faço juras de amor, olhando nos olhos que não são os seus. No final, bate em minha porta a dura e feliz verdade: Não preciso de você pra viver. É duro? Sim. Tentei fugir dela, mas, a verdade é como sol. Você pode se esconder dela por algum tempo, mas ela não desaparece.

Guilherme Assis

segunda-feira, julho 25, 2011

Ao passado

Você dizia me amar, que era a mulher mais importante da sua vida. Me fazia juras de amor, provou o teu suposto amor diversas vezes.. Mas toda vez que você voltava para teus amigos inconsequentes tudo se transformava.
O nosso amor não suportaria, ninguém poderia aguentar.. Brigas, ciumes, possessão, alucinações, temor ao inexistente que se tornava presente em nossas mentes.
Quando estávamos fazendo amor, tudo parava, me sentia em completa ternura e compaixão, mas quando tudo acabava você só sabia olhar em meus olhos me nomeando de palavras fortes e grossas como se eu fosse um pequeno instrumento para você brincar. Quantas madrugadas perdi chorando, rezando querendo que tudo muda-se e pude-se ser como é só quando esta nos dois...
Você volta ao seu trabalho e eu volto ao negro.
Depois de todos os xingamentos ainda tinha coragem de olhar com aqueles mesmos olhos dizendo que se arrependia que eu era sim a mulher da tua vida, querendo que tudo volta-se ao normal, mas era tudo parcial. Logo ainda levaria aquele tapa na cara e cairia por fim mais uma vez em meio ao lixo, para que suplica-se mais uma vez, mesmo sendo inocente sempre queria entender essa sua raiva, loucura que o artomenta.

Meus amigos, minha família, dependendo até mesmo meus cachorros haviam me dito, alertado. Mas o que poderia esperar de uma alma apaixonada em completa tentação e fascinação? Por sorte acordei e vi que aquilo era um ciclo vicioso e sem fim, que só me fazia afastar de tudo o que sou, e dos que me querem bem, e que estava procurando em fim apenas um, que não faz a menor diferença. É aquela simples frase: ''damos valor as pessoas que não merecem'' mas por fim, posso dizer... Isso é apenas o passado.

Geórgia Carone

sábado, julho 23, 2011

Um sonho em meio as flores


Eu cai, machuquei e por fim fiquei paralisada... Fiquei contando os que passaram até você me achar. E quando me viu rastejando com todo aquele sangue e me estendeu sua mão...

Eu tinha um sonho bem distante daqui. Bem distante do que sou, de você e de toda essa dor...

Um sonho que não quero que se realize. Pode não parecer fazer sentido, mas, quando sussurra ao meu ouvido meu nome ao luar, quando tira de mim um beijo...

Eu acho que perdi, mas eu não posso gritar o quanto fascino, fico por horas olhando.. E quando atiram flores ao meu caminho tentando me destrair e vejo seu rosto sumindo em meio a escuridão...

Por poucas vezes pude te-lo ao meu lado, sentir sua pele, seu coração acelerado, seu olhar me sugando, consumindo minha alma até a ultima gota.

Eu acho que não poderia soletrar soletrar mais nomes, não poderia explicar toda essa dor, essas memorias novamente. E quando você olha pra mim tudo se perde, e toda essa dor se transforma em conforto em completo alivio.

Queria poder senti-lo, mas sei que se o tive-se não me olharia com o mesmo amor, paixão e afectividade.

Meus amigos que por fim foram os unicos que não tinham me abandonado enquando estava presa em meio ao absmo me olham e por vez não acreditam por ter achado algo assim, por sentir algo assim, porque eles sabem... E um sonho que achei que não realizaria, esta acontecendo bem aqui. =)

Geórgia Carone

segunda-feira, julho 18, 2011

Arco-íris


Jogada sobre as pedras, ela queria encontrar um ponto de equilíbrio entre a insanidade e a razão.

Por alguns dias caminhando sem rumo, querendo achar o sorriso, uma vibração que a fize-se sentir viva. Por alguns momentos da sua vida, sentiu que tudo iria acabar negro, vazio, inactivo.
Mas ela sabia que quando o céu e a terra se encontrarem, tudo iria ficar bem.
Um arco-íris então aparece em meio as sombras, a luz que a ilumina e a alegra. Surge uma magia em sua volta volta, ela vê de longe um homem caminhando em sua direção e por fim os olhares paralizão, ficam sem rumo ou reação. Sorrisos a parte demonstrando completa compaixão e envolvimento. E ela se deixa se consumir.

''Sinto medo, mas por favor não vá embora! Me puxe, me leve com você e me diga que tudo ficará bem. Sinta meu calor pulsando, agora que perdi a sanidade...''

E a escuridão que parecia a dominar agora a assusta, precisando daquele homem, que tirou a sanidade, daqueles olhos brilhando enquanto enquanto a olha em meio ao por do sol, do conforto dos teus braços, ela só quer sentir aqueles beijos, caricias...
Tudo isso a fascina de uma forma inrreconhecivel e a faz por fim querer viver em meio as cores.

Geórgia Carone

quarta-feira, julho 13, 2011

Enfim... Anestesiada


Sinto-me anestesiada.
Pela primeira vez na vida sinto que não preciso esconder nada, independênte do que seja.

Sinto-me compreendida, aceita, e por fim adorada da forma que sou... A presença de algo, distinto, real, porem invisível, que apenas eu posso tocar. Podem chamar de alucinação, percepção apurada, loucura, não importo....

Minha espinha congelando ao me tocar, seus lábios gélidos me esquentam e me fazem perder em meios suspiros. Suas mordidas faz com eu sinta no infinito, aonde mais nada existe, mas quando dou conta de mim, estamos ao luar com sua mão quente acariciando meu rosto, lentamente, enquanto nos perdemos aos olhares, olhares paralisados, profundos e de completa ternura, ao meio de sorrisos dóceis, aonde ninguém deve intrometer.

O meu corpo amolecendo aos poucos com teus beijos cativantes, lentamente vou me entregando, delirando, sentindo por fim sua respiração, teu coração que por vez acelera em uma proporção imensa com uma simples mordida. Os segundos passam, os minutos, por fim, as horas, sem que percebamos. Já no escuro, ainda meio perdidos ao tempo, com o coração a mão nos abraçamos, e ali ficamos parados em troca de mais nada.

Caminhando acendo o cigarro em meio a neblina observando teus olhos ainda mais esverdeados me olhando com uma intensidade incomum, me tirando o fôlego e fazendo com que sinta sede de você. Não há palavras que possam ser ditas, um simples sorriso afectivo já responde tudo, já nos aproxima completamente. Sua presença se tornou algo essencial, me corroeu, me fez ser mais feliz.

Seu jeito meio inocente, sua alma pura, intacta talvez, sua inteligência, sua timidez, me surpreende e me prende a cada dia mais. És algo tão belo, alegre, verdadeiro, que o simples desejo de estar com, abraçar, acariciar, olhar, me consome de uma forma tão única e tão perfeita, que eu posso lhe dizer... Eu não preciso de outra anestesia.

Geórgia Carone

domingo, julho 10, 2011

Estado de emergência

Não há limites. Me permita entrar em sua mente e te por em um estado de emergência. Farei você suplicar, farei você querer e sentir o indesejável.
Me dê a sua mão e vamos para longe.
Caminhando diante a escuridão sinto a impureza... As trevas entrelaça tudo em mim, preciso de ar, mas não há luz aonde estou.
E quando tudo estiver coberto do mal.
E quando eu ir... O que restará?
E quando tudo acabar?
Sinta e suplique, pelo ultimo dia das  nossas vidas
Um dia nublado, solitário e frio
Um dia que eu preferia esquecer, mas não há como escapar.. A pureza, a inoscencia, se foi. Tudo o que quis desapareceu.
E tudo que eu precisava, era de amor.
Não há limites para o sentimento... Então, quando eu finalmente tocar o céu, quando a brisa bater em minha face e eu perder a razão, sentirei que meu dia chegou.

Geórgia Carone

sexta-feira, julho 01, 2011

Carta de uma ninfeta

Sou aquela mulher que seu marido olha todos os dias, pensa todas as noites em quanto fazem sexo, que se veste melhor que você, a que tem a vida que você sonha em ter um dia, com jóias e um cartão sem limites. Me chamam de imoral, fútil, simplesmente pelo fato de gostar das diversões da vida. O que há de errado em querer sexo, orgias, drogas, adoração, ser bela qual o problema? Poderia até ser uma garota de programa, mas prefiro o termo 'ninfetinha'.

Um homem as vezes não é o bastante, quero mais, é como se fosse um ciclo vicioso, quando mais faço sexo, mais o quero. É como se fosse um jogo, um passa-tempo, aonde me divirto dês do primeiro contato no bar aonde os vejo, esses pequeninos tolos, se contorcendo, me olhando, corroendo de desejo por ter uma noite em minha cama. Me mandam drinks, recados pelo garçom, olhares indiscretos. Mas o que gosto mesmo é das festas, com muito champanhe, whisk e sexo! Ah... O bom e velho sexo entre amigos, é isso! o que mais poderia querer?

Por sorte hoje B. me ligou dizendo que fara uma em sua cobertura. Chegando vou para o quarto com B. e G. para uma 'rápidinha' afinal... Ainda temos uma festa a fazer. Suspiros, gemidos, orgasmos, como sempre tudo perfeito. Logo depois os convidados vão chegando, pegando seus copos e se acomodando. No meio da sala um grupo meninas semi-nuas se acariciando, homens encostados na parede com o olhar fixado. Duas cochicham, caminhão em direção ao quarto puxando o primeiro homem que aparecer. De longe com meu cigarro fico reparando os olhares, escutando os gemidos... O sexo, a sacanagem... Posso me afirmar que me sinto a vontade e sou feliz com o que eu sou, tudo esta em seu devido lugar.
E você, para se divertir.. e tudo que deve fazer é se deixar entrar no jogo para ser paralisado pela ninfetinha.

XoXo, Ninfetinha.


Geórgia Carone

quarta-feira, maio 25, 2011

Um mês da minha vida...


Um mês da minha vida, se foi, e tudo mudou. A maneira de olhar, de tocar, de acareciar, de sentir, de amar!


Estava a pouco mais de uma quadra de ti e meu corpo estremecia, minhas pernas não se firmavão, meu coração por fim desparou e não sabia mais o que pensar a não ser em teu semblante. Abro a porta e me deparo com vc meio jogado esperando a porta a ser aberta, me olhando, me encarando, por fim me beijando. Não sabia ao certo ainda quem eras, mas já me entregava em seus beijos.

Horas passam e nós ainda ali, entrelaçados olhando a vista, sem ao menos trocar uma palavra, o mundo parava ali, entre o calor dos nossos corpos. Nossos olhares cruzados quentes  de ternura e amor.

Seu cabelo meio comprido, seus olhos castanhos meio fechados, sua pele adocicada, suas tatuagens reluzentes que teimam permanecer em minha memoria, seu cheiro facinante, seu calor, sua mão levemente sobre o meu corpo, sua nitidez, me faz me entregar completamente, loucamente.

Durmo sob teu peito, escutando sua respiração, enquanto me acaricia e me olha com brilho nos olhos de tanto sentimento, e acordo em meio a madrugada e me deparo com o mesmo olhar, mesmo tendo passado horas, o corpo estar cansado. Sua 'vidração' em poder me ver, de poder estar ali naquele momento comigo, é algo inegualavel, surreal! Sua preocupação, sua afeição, sei jeito incontrolável, inconsequente me faz expreimentar um pedaço do céu e do inferno, um amargo meio doce,  um sentimento sem fim!

Em meio a agua, em meio as estrelas, em meio a alma, nos encontramos. Palavras, caricias, demonstrações, afeto e até um pouco mesmo de cerveja, nos une de uma forma pavorosa, incompreendida, que muitos gostam de julgar ou até mesmo compreender mais que só NÓS somos capaz de entender.


Geórgia Carone