domingo, agosto 09, 2009

Alguns me conhecem...



Alguns me conhecem por nome, outros por fotos, uns pessoalmente.
Uns julgam me conhecer completamente, sendo que a única coisa que falamos um ao outro é ''bom dia''
Uns me temem, já outros se sentem na necessidade de estar sempre comigo, estes eu chamo de amigos.

Uns me julgam pelo que o outro diz, outros, os inteligentes, vem até mim para ter sua própria opinião ao meu respeito.
Não me odeie pelo fato de não termos o que conversar no presente, quem sabe podemos ser bons amigos no futuro, então se não temos o que conversar, o que poderia lhe dizer além de um 'bom dia', ''como vai''?
Uns me admiram pelo que sou, pelos meus pensamentos, por eu querer sempre ajudar quem esta próximo de mim, outros me odeiam dizendo que sou metida, e que não me importo com os outros a não ser comigo mesma.

Uns me dizem -''Você é muito extrovertida '' já outros -''Você é criança''.
Uns me olham com antipatia, um olhar de desprezo puro, já outros, com um olhar de afeição de carinho.

Uns ao me verem em um estabelecimento, puxa uma cadeira, senta ao meu lado e conversamos durante horas, já outros, ao me verem olham para a pessoa do lado e começam a comentar, falando coisas absurdas, muitas vezes coisas que nem são reais.
Uns pensam que sou uma loira branquela, mimada e fútil, outros me julgam super inteligente e com uma tremenda capacidade.

Mas a única coisa que sei...
Pessoas pensam diferentes, eu não posso agradar a todos, assim como nem todos podem me agradar.
A única coisa que eu posso dizer é... CONHEÇA o outro antes falar ou até mesmo criticar.

Geórgia Carone

sexta-feira, agosto 07, 2009

Velório de um amargo (16-08-06)



Amor perdido no tempo. Seres rastejando e busca da destruição.
Sangue, compaixão.
Pensei que não fosse existir, quero parar por aqui, o corpo não suporta.
Quero gritar, quero berrar, não aguento mais.
Você sobre meu túmulo, vejo-o chorando pedindo misericórdia.
Sinta minha pele fria e pálida.
Não a mais volta.

Mão do homem, sobre a carne se resulta em destruição.
A ferida aumenta, vermes por dentro comendo tudo que vê pela frente. Os sentidos se perderam.
A volta se rompeu. Não há escapatória.
Tudo o que vejo.... É o meu túmulo, e isto é deprimente.

Velório de um amargo, queimado pela própria sabedoria.
Rosas ao fogo. Tudo se destruiu.
O fogo que dá a vida, é o mesmo da morte.

Terra fresca que entra em meu corpo pouco a pouco. Sinto-me satisfeita, e ao mesmo tempo tão... fria.



Ei! Você poderia vir aqui?

Sinta minha fúria, fúria que é incapaz de ser descrita...
Misericórdia você me pede.

A carne que alimenta os vermes.

Sinto sua mão, quero pega-la, mas não há como.

Grite, se sufoque, e quem sabe em fim possamos nos confrontar em um futuro?

Um mago disse que é estupidez, inconveniência... Eu não me importo...
'Pai', aqui estou.
me traga-o de volta.

Vou gritar, me sacrificar... Tudo isto, para te-lo mais um momento.
Meu amor perdido...


Geórgia Carone
(16/08/2006)