quarta-feira, dezembro 07, 2011

Amor e ódio... ou seria ódio e amor?

As vezes inconsequente me deparo com você em meus pensamentos, tendo em mente coisas inocentes até as mais maliciosas. Fico a me lembrar do seu olhar, da sua mão suave deslizando sobre mim. 
Safadezas ao pé do ouvido me fazendo sentir impura, insana talvez, fazendo com que a tentação presente em mim tome conta de cada pedaço do meu corpo nu.
As vezes lembro de nós deitados, confrontando o olhar, com as mais belas caricias, prometendo um ao outro o amor eterno.  Mas também lembro de quando o mundo se quebrou e você bateu em meu rosto, fazendo que uma cicatriz permanece-se. E cada hora que você dizia ''vadia'' meu mundo se acabava por inteiro.
No amanhecer você vinha com teus beijos e esse toque enlouquecedor que me fazia entrar novamente nesse amargura, esse joguinho de amor e ódio.

Um dia acordei e não o vi em meu lado, você já tinha partido. Mesmo tenho o levado, estado presente em todo o trajeto, não consegui acreditar que realmente teria acontecido. Alguns dias se passaram, algumas semanas...

De um lado uma pessoa que leva o amor a flor da pele e quer o/a outro(a) totalmente submisso a sua pessoa, mesmo criticando sobre este mesmo ocorrido com teus pais. Já do outro o ser apaixonado disposto a largar tudo para estar com a pessoa amada, mas que nunca abriria mão da sua liberdade. 
O amor ideal, o sentimento ideal, a tipica alma gemea. Tudo seria tão perfeito vendo assim, o amor, a loucura, a tentação. Mas lhe digo o quanto corrói amar a sua alma gemea.  A pessoa que é perfeita, em todos os sentidos, e que ao mesmo tempo te fere de todas as formas.
O amor e o ódio em um só, lado a lado. Por vezes eu tento até entender essa constante caminhada. Mas não posso deixar de me perguntar: ''Afinal, você ama? Ou me odeia?''. Faça sua escolha, pois há muita coisa ainda para ser dita.


Geórgia Carone